O tema agora é escolhido pela população e o próximo encontro será no dia 21 de junho

Neste ano, o Observatório do Circuito Liberdade entra numa nova etapa. Os encontros continuam se concentrando na construção de políticas públicas de cultura para a cidade, mas agora a escolha dos temas é feita pelo público. Basta colocar uma sugestão na urna que está passando pelos espaços do Circuito Liberdade nas seguintes datas: até 29 de abril no Centro Cultural Banco do Brasil; de 30 de abril até 06 de maio, a urna estará na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais; em seguida, vai para o Memorial Minas Gerais Vale, onde permance de 07 até 13 de maio; e depois vai estar no Museu Mineiro, de 14 até 20 de maio. As sugestões também podem ser enviadas por e-mail, para o endereço eletrônico Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. O próximo Observatório acontece no dia 21 de junho.

Os temas que já foram debatidos são “Políticas Públicas (Trans) Culturais e a Arte como Meio de Transformação Social”, "Museus e Paisagens Culturais", "Espaços Culturais e Acessibilidades: Sentidos e Experiências" , "Carnaval de Rua - apropriação do espaço público”, "Trânsito e Mobilidade Urbana", "Recursos interativos para a promoção de bens culturais" e "Agenda 2030: cultura como oportunidade para o desenvolvimento sustentável”.

O Observatório do Circuito Liberdade é uma iniciativa do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG), que surgiu durante o “Seminário Estadual do Patrimônio Cultural: circuitos culturais e as cidades”, realizado em 2015. Os debates são abertos ao público e se mantém como um fórum permanente de discussões. A ideia é que os participantes - convidados e público - proponham uma reflexão sobre a forma como as políticas culturais contemplam as pessoas e os grupos mais vulneráveis na sociedade.

A entrada é sempre gratuita e os encontros acontecem nos diferentes espaços que integram o Circuito Liberdade.

 

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Em 2018 o Observatório do Circuito Liberdade será realizado em um formato inédito. Agora o público poderá sugerir os temas a serem debatidos nos encontros, com foco na cidade e na construção de políticas públicas de cultura. O Centro de Informação ao Visitante do Circuito Liberdade, no prédio Rainha da Sucata, está disponibilizando uma urna para receber as sugestões, que também podem ser enviadas por e-mail, para o endereço eletrônico Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. As propostas já poderão ser executadas na próxima edição do Observatório, prevista para ser realizada em junho deste ano.

O Observatório do Circuito Liberdade é uma iniciativa do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG), que surgiu durante o “Seminário Estadual do Patrimônio Cultural: circuitos culturais e as cidades”, realizado em 2015. Durante dois dias, o encontro reuniu, no teatro da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, intelectuais, gestores culturais, professores, militantes de movimentos sociais e artistas, dentre outros, para debater a participação efetiva dos cidadãos na busca de novas alternativas para as políticas de cultura.

A partir das propostas recebidas no seminário, o Circuito Liberdade criou o Observatório, abrindo suas portas para a sociedade civil, com um fórum permanente de discussões, no qual são debatidos pesquisas e processos em desenvolvimento do setor cultural e sua influência nas diversas questões da cidade.

Com este foco, o Observatório se propõe a acolher temas diversos afetos às cidades, como a mobilidade e a ocupação urbana, a apropriação ou reapropriação dos espaços públicos, a inserção de novos agentes no contexto da produção e da recepção culturais, a violência contra a mulher e a segregação de minorias.

A ideia é que os participantes - convidados e público - proponham uma reflexão sobre a forma como as políticas culturais contemplam as pessoas e os grupos mais vulneráveis na sociedade. A entrada é sempre gratuita e os encontros acontecem nos diferentes espaços que integram o Circuito Liberdade.

Edições

O primeiro Observatório do Circuito Liberdade foi realizado em abril de 2016, com o tema “Políticas Públicas (Trans) Culturais e a Arte como Meio de Transformação Social”, com a participação do professor francês Jacques Poulain, um dos mais importantes teóricos do universo cultural contemporâneo, além dos professores Miguel Arroyo, da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG e idealizador do programa Escola Plural; e Evandro Ouriques, chefe do Departamento de Expressão e Linguagens da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ.

"Museus e Paisagens Culturais" foi o debate da segunda edição, em maio de 2016, no Museu Mineiro. Para discutir o assunto, foram convidados os professores João Antônio de Paula (UFMG/Cedeplar), Letícia Julião (UFMG/Escola de Ciência da Informação) e Ana Flávia Machado (professora da UFMG e, na época, gestora do Espaço do Conhecimento UFMG). Em foco, a atuação dos circuitos culturais na composição de paisagens culturais, com destaque para o Circuito Liberdade. O tema fez parte do 14ª Semana de Museus, promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

O terceiro Observatório do Circuito, em setembro de 2016, levou para o MM Gerdau - Museu das Minas e do Metal um amplo debate sobre a acessibilidade nos espaços culturais. Para conversar com o público sobre "Espaços Culturais e Acessibilidades: Sentidos e Experiências" estiveram presentes no encontro o artista plástico mineiro Marcelo Xavier; o consultor em Acessibilidade da Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual – Laramara, Beto Pereira; e a presidente do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais - Cellos, Anyky Lima - que representa também a Secretaria de Direitos Humanos na Saúde da Pessoa Idosa na Articulação Nacional de Travestis e Transexuais - ANTRA da região Sudeste. A mediação foi de Glicélio Ramos, representante do Movimento Unificado dos Deficientes Visuais e coordenador do Setor Braille da Biblioteca Pública Estadual Minas Gerais.

"Carnaval de Rua - apropriação do espaço público” foi o tema do quarto encontro, em fevereiro de 2017. Estiveram reunidos no BDMG Cultural o historiador e músico Guto Borges, um dos entusiastas da revitalização do Carnaval em Belo Horizonte e puxador de blocos, e a professora da Escola de Arquitetura e urbanista Rita Velloso. O debate foi uma oportunidade de abordar com o público do Circuito as ocupações dos espaços públicos do Carnaval de Belo Horizonte que, desde 2009, vem se reinventado e ocupando ruas e praças da capital mineira.

Com a finalidade de fomentar a discussão sobre a cidade e suas formas de mobilidade, o quinto Observatório, em maio de 2017, propôs o debate "Trânsito e Mobilidade Urbana". Para falar sobre os fluxos do transporte nas grandes cidades e os usos dos espaços públicos, estiveram no auditório da Academia Mineira de Letras o consultor em transporte e trânsito e presidente do Conselho Empresarial de Mobilidade da ACMinas, Osias Baptista Neto; o então subsecretário estadual de Regulação de Transportes e professor do Departamento de Engenharia de Transporte do CEFET-MG, Renato Guimarães Ribeiro; e a arquiteta, urbanista e coordenadora do programa Pedala BH, Eveline Prado.

O 6º Observatório do Circuito Liberdade integrou a programação associada do Museomix 2017. O debate sobre "Recursos interativos para a promoção de bens culturais", em outubro de 2017, no Memorial Minas Gerais Vale, reuniu Maurício Silva Gino, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Artes da UFMG e coordenador do Núcleo de Audiovisual do Espaço do Conhecimento UFMG; Leandro dos Santos Magalhães, que integra o grupo de pesquisa em Computação Ambiental da UFMG, atua na empresa Equipe B, em atividades de pesquisa, ensino e extensão tecnológica; e a arquiteta e urbanista Cássia Ribeiro, também integrante da Equipe B e do grupo de pesquisas Praxis - Práticas Sociais no Espaço Urbano. Na pauta, a interatividade como um recurso presente em museus e que desperta a curiosidade dos visitantes de exposições, rompendo com formas tradicionais de transmissão de conhecimento, além de se apresentar também como um recurso de favorecimento à acessibilidade cognitiva.

A 7ª edição e primeiro Observatório de 2018 foi realizada em março, no Hub Minas Digital, espaço recém-integrado ao Circuito Liberdade. O encontro abordou o tema "Agenda 2030: cultura como oportunidade para o desenvolvimento sustentável”. Trata-se de um plano de ação, com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e 169 metas que, de acordo com a Organização das Nações Unidas - ONU, buscam fortalecer a paz universal com mais liberdade. Para isso, a erradicação da pobreza, em todas as suas formas e dimensões, é o maior desafio global e um requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável.

Para compor a mesa de debates, foram convidados Clarice Libânio, professora da UFMG, socióloga, consultora nas áreas de cultura, desenvolvimento local, estudos ambientais e diagnósticos socioeconômicos; e Raimundo Soares, diretor do Instituto Orior - responsável por implementar o programa em Minas Gerais - e indutor dos movimentos Inter setoriais para a concretização dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável 2030 da ONU. A mediação foi de Ana Flávia Machado, professora da UFMG e então gestora do Espaço do Conhecimento UFMG.

A próxima edição do Observatório do Circuito Liberdade deverá acontecer em junho, com um tema a ser sugerido pela população. As propostas podem ser enviadas para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou serem depositadas pessoalmente no Centro de Informação ao Visitante do Circuito Liberdade, que fica no prédio Rainha da Sucata, na Avenida Bias Fortes, 50, no bairro Lourdes, em Belo Horizonte.

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Clube do Choro de Belo Horizonte faz apresentação gratuita, no dia 25, no Teatro da Biblioteca Estadual de Minas Gerais

O BDMG Cultural celebra o Dia Nacional do Choro, em 23 de abril, com uma programação especial. No dia 25, próxima quarta-feira, o trombonista, professor e mestre em música e performance pela UFMG Marcos Flávio Aguiar Freitas (foto) foi convidado para um bate-papo com o público, a partir das 19h30, no Teatro da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais. Na mesma noite, também haverá apresentação do grupo Clube do Choro de Belo Horizonte. A entrada é gratuita. 

Membro da Internacional Trombone Association (ITA), da Associação Brasileira de Trombonistas (ABT), Marcos Flávio é atualmente artista da Yamaha - um dos principais fabricantes de instrumentos musicais do mundo. Além de abordar os aspectos gerais do choro, sua origem e os principais compositores e músicos da capital, o professor vai apresentar sua tese de doutorado “O estilo de Zé da Velha no CD Só Gafieira – Práticas de Performance e Trombone no Choro". Neste trabalho, ele aborda a singularidade do trombonista José Alberto Rodrigues Matos, o Zé da Velha, um dos maiores solistas de choro do país. “Zé da Velha é um dos músicos que detém a linguagem do choro até hoje”, comenta o professor.

Coordenador do Clube do Choro de Belo Horizonte, Freitas participa de vários grupos musicais e já se apresentou em clubes de choro em cidades como Paris, Buenos Aires, Madri e Montevidéu. No palco do Teatro da Biblioteca, estarão além de Marcos Flávio, os músicos Frederico Lazzarini (pandeiro), Hélio Pereira (bandolim), Geraldo Magela (violão de sete cordas) e Cícero Gonzaga (acordeon). "O diferencial da roda de choro é sua democracia. A roda é aberta. Em um show ou outras manifestações musicais não se pode participar sem ser da banda”, diz ele.

O Clube do Choro de Belo Horizonte surgiu em reuniões despretensiosas nas noite de quinta-feira, no Bar do Bolão, no bairro Padre Eustáquio. Músicos, amadores e profissionais, se encontram desde 1993, no mesmo local, em rodas de choro abertas ao público que aprecia boa música e bate-papo. No ano de 2006, o Clube do Choro é lançado oficialmente. A manutenção do grupo é realizada a partir das contribuições mensais dos seus atualmente 105 associados.

Serviço:
Bate-papo com Marcos Flávio de Aguiar Freitas e show com o grupo do Clube do Choro de Belo Horizonte. Dia 25 de abril, às 19h30. Teatro da Biblioteca Pública Estadual de Mina Gerais (Praça da Liberdade, 21). Entrada gratuita. Classificação livre. Mais informações: 31 3219-8691

 

 

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O APM tem base informatizada que disponibiliza milhares de documentos para consultas

Você conhece o Sistema Integrado de Acesso do Arquivo Público Mineiro - SIAAPM? É uma base informatizada, com informações básicas sobre o acervo e parte dos documentos do APM que já estão em meio eletrônico. O objetivo é democratizar a consulta aos acervos documentais de Minas Gerais e facilitar a pesquisa, seja na sede da instituição ou através da Internet.

No SIA, estão disponíveis, para consulta, instrumentos de pesquisa, milhares de documentos manuscritos, iconográficos, cartográficos, filmográficos; a coleção da centenária "Revista do Arquivo Público Mineiro" e milhares de fichas catalográficas dentro da Plataforma Hélio Gravatá, dentre outros. Nem todo o acervo do APM já está disponibilizado integralmente, no entanto, a meta é inserir anualmente novos fundos e coleções, acervos documentais e bibliográficos no sistema.

A digitalização de acervos e os sistemas de gerenciamento de documentos arquivísticos têm provocado significativa transformação no universo da Arquivística. No Brasil, a década de 1990 ficou marcada pela forte mobilização de instituições arquivísticas com o objetivo de realizar projetos voltados para a digitalização de acervos. 

As políticas públicas de democratização da informação reafirmaram o compromisso do Arquivo Público Mineiro de disponibilizar de forma ampla o seu acervo documental à população, mesmo que acesso esteja garantido de forma presencial. Com o SIA, a consulta é efetiva para quem está geograficamente distante, em Minas Gerais, Brasil e também no exterior.

Digitalização feita gradualmente

O APM vem desenvolvendo projetos de digitalização desde 1999, quando incluiu em seu plano diretor um programa voltado para informatização dos processos de descrição arquivística e acesso. Na fase inicial, optou-se por priorizar as coleções mais sensíveis a fatores de degradação, documentos mais acessados e os acervos de guarda compartilhada ou dispersos em várias instituições, como no caso das Câmaras Municipais.

Em outubro de 2007 foi inaugurado oficialmente o Sistema Integrado de Acesso do Arquivo Público Mineiro – SIAAPM, fortalecido por um cenário de profundas modificações tecnológicas, com grande destaque para a política nacional de ampliação do acesso ao computador para a população e a consolidação da internet como plataforma global de publicação de informação. O SIAAPM é um sistema de informação multimídia em estrutura modular, idealizado dentro das normas que regem a descrição arquivística, reunindo os instrumentos de pesquisa e, de forma gradativa, os conjuntos documentais sob guarda do APM.

Para navegar no sistema, a tela principal tem recurso de banners que se alternam, dando destaque para os acervos que entraram no sistema recentemente. Além disso, os módulos acervo fotográfico, hoje iconográfico e o imagem em movimento permitem aos pesquisadores visualizarem as fotos em miniaturas, assim como ter acesso à imagem e às informações da ficha de identificação sem a necessidade de usar a barra de rolagem. Essas melhorias tornam a navegação mais confortável e intuitiva e agilizaram a pesquisa.
http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/

 

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A exposição celebra seu centenário e reúne trabalhos inéditos e peças de artistas contemporâneos influenciados por ele

O Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte celebra o centenário de Athos Bulcão com exposição que reúne 300 obras do artista, incluindo trabalhos inéditos e peças de artistas contemporâneos influenciados por este grande mestre. "100 anos de Athos Bulcão", em cartaz até 24 de maio, mostra a conexão entre suas obras e sua poética e resgata o valor individual dessa arte única, que foi produzida no Brasil; sua importância no panorama da visualidade moderna, além da valorização e reconhecimento à manutenção da memória nacional.

Com curadoria de Marília Panitz e André Severo, a exposição, realizada pela Fundação Athos Bulcão , traça o caminho de Bulcão no Brasil e no exterior, desde sua inspiração inicial pela azulejaria portuguesa, seu aprendizado sobre utilização das cores, quando foi assistente de Portinari, até as duradouras e geniais parcerias com Niemeyer e João Filgueiras Lima.

Dividida em núcleos, “100 anos de Athos Bulcão” vai além da arte da azulejaria: destaca também a pintura figurativa do artista realizada nos anos 1940 e 1950, antes de Brasília. A mostra contém ainda os croquis que Athos Bulcão fez para o grupo de teatro O Tablado, do Rio de Janeiro; os figurinos das óperas "Amahl e Os Visitantes da Noite de Menotti", paramentos litúrgicos modernistas, grande acervo de seu trabalho gráfico e até os lenços que desenhou quando estava em Paris.

Outro aspecto da exposição é a interatividade, desenvolvida a partir do caráter urbano e democrático da obra pública de Athos Bulcão inserida nas cidades. Através de um aplicativo criado especialmente para a mostra, o público é convidado a interagir e apropriar-se de projetos do artista.

Belo Horizonte registra uma forte presença de Athos Bulcão. Esse universo riquíssimo pode ser visto em construções como o Edifício Oscar Niemeyer, na Praça da Liberdade, ao lado do CCBB-BH; no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais e na Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação. Na Igrejinha da Pampulha, Portinari teve Athos Bulcão como assistente para fazer os seus famosos azulejos.

A exposição

As obras do Núcleo 1, "A cor da fantasia", exibem o caráter figurativo, e menos conhecido, no conjunto de criação de Athos Bulcão. Com figuras simplificadas e uma paleta particular, as cores puras e os tons terrosos predominam. O universo imaginário do artista formalmente aproxima as festas profanas com as imagens religiosas que produziu, ainda no início dos anos 1960, para a Catedral de Brasília. Nesse núcleo estão também as vestes litúrgicas e projetos para painéis e vitrais de igrejas, assim como os desenhos realizados no final da vida do artista, quando o tema do carnaval que aparece como lembrança ancestral, reaparece.

As fotomontagens são um momento único na obra de Athos Bulcão. No Núcleo 2, chamado "Devaneios em preto e branco", elas apontam para certo pensamento tributário das experimentações surrealistas e de certa vertente construtiva presente nos desdobramentos da experiência da Bauhaus. Trata-se também da utilização daquilo que o aprimoramento do offset e das revistas possibilitou. Aqui é possível identificar a maestria da composição associada a um viés de humor. Além das Fotomontagens pertencentes ao acervo da Fundação Athos Bulcão, a mostra exibe pela primeira vez as colagens que deram origem a elas – todas pertencentes a uma coleção particular.

Na abertura do Núcleo 3, "É tudo falso", surge o artista segurando uma máscara que é a reprodução de uma outra, ancestral. O título do núcleo toma uma fala de Athos Bulcão que questionava a ideia de originalidade e, portanto, a de falsificação, assim como outros artistas seus contemporâneos. Junto a essas “pinturas objetos” estão pinturas, gravuras e desenhos em torno do mesmo tema da documentação antropológica imaginária. Ainda estão presentes alguns dos bichos – coleção de esculturas criadas em pequena escala, à maneira dos seres imaginários de Borges, e depois construídas em tamanho maior para ajudar o desenvolvimento do aparelho locomotor das crianças da Rede Sarah de hospitais.

No Núcleo 4, 'A geometria e a poesia", se pode observar mais profundamente o grande colorista Athos Bulcão e sua paleta de cores. Em um tríptico estão reunidos os três vieses desse grupo de obras pictóricas desenvolvidos entre o final dos anos 1960 e os anos 1990: as máscaras, que quase desfaziam a figuração; a associação de recortes quadrados que se espalhavam sobre o fundo monocromático; e as texturas com pequenos círculos, pontos, cruzes, quase ideogramas particulares criados pelo artista, que se espalham por toda superfície da tela e definem, sutilmente, formas que parecem instáveis dando-se a ver e desaparecendo sob o olhar do observador. Em diálogo com as telas, estudos de painéis de azulejos, desenhos e gravuras que comprovam o parentesco conceitual nas diversas experimentações: coerência e diversidade.

O Núcleo 5, "A forma reinventada e seus modos de usar" reúne as experiências do artista em diversos campos como capas de revistas e livros, ilustrações de jornais, projetos de estamparia em lenços e capas de discos. Também são apresentadas suas incursões no teatro – em especial, junto ao grupo O Tablado, de Aníbal Machado – onde foi cenógrafo e figurinista, além de designer dos programas das peças. Os projetos para mobiliário, realizados em residências particulares e também para a Rede Sarah, completam esse núcleo. É um bom momento para refletir como, a partir de uma clara proposta estética e conceitual, o artista se aventura por outros campos de fazer.

O Núcleo 6, "Construções/Montagens: a invenção de uma forma de integração da arte à arquitetura", é o maior núcleo da mostra. Dele fazem parte os trabalhos que evidenciam essa integração reconhecida em muitas cidades no Brasil – Brasília (mais massivamente), Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Natal, Recife, Salvador, Fortaleza, São Luiz, Teresina, Cuiabá, Aracajú, Vitória – e no exterior – Buenos Aires (Argentina), Praia (Cabo Verde), Lagos (Nigéria), Nova Delhi (Índia), Milão (Itália), Saint-Jean-Cap-Ferrat (França). Nesse conjunto de obras é possível observar o método do artista, sua precisão e sua abertura para a surpresa, para o inesperado, o que mantêm sua obra com um frescor perene.

À maneira de um jogo, o visitante é convidado a interagir e apropriar-se de projetos de painéis de azulejos (marca maior do trabalho do artista). O exercício proposto no Núcleo 7, "Interagir com Athos Bulcão, transformar a cidade", ocorre através da utilização de um aplicativo desenvolvido especialmente para a mostra. A reprodução de imagens projetadas na parede da sala permite que o público possa experimentar os azulejos de Athos Bulcão sobre superfícies de prédios escolhidos dentro do repertório oferecido pelo jogo.

O Núcleo 8, "Rastros de Athos Bulcão", mostra a influência de Athos no trabalho de artistas contemporâneos. Obras de alguns artistas que reconhecem de alguma forma a presença de Athos Bulcão em suas poéticas são exibidas junto a obras de Athos Bulcão, que correspondem a esta zona de influência.

O artista

Nascido no Catete, Rio de Janeiro, em 2 de julho de 1918, Athos passou sua infância em Teresópolis. Perdeu a mãe, Maria Antonieta da Fonseca Bulcão, de enfisema pulmonar antes dos cinco anos e foi criado com seu pai, Fortunato Bulcão, entusiasta da siderurgia, amigo e sócio de Monteiro Lobato, com o irmão Jayme, 11 anos mais velho, e com suas irmãs adolescentes Mariazinha e Dalila, que substituíram a mãe.

Enquanto crescia, passava muito tempo dentro de casa e, por ser muito tímido, misturava fantasia e realidade. Na família havia um interesse pela arte e suas irmãs o levavam freqüentemente ao teatro, ao Salão de Artes, aos espetáculos das companhias estrangeiras, à ópera e à Comédia Francesa. Athos aos quatro anos ouvia Caruso no gramofone, e ensaiava desenhos sem, no entanto, chamar a atenção da família. Chegou às artes graças a uma série de acidentais e providenciais lances do acaso.

Athos foi amigo de alguns dos mais importantes artistas brasileiros modernos, os maiores responsáveis por sua formação. Carlos Scliar, Jorge Amado, Pancetti, Enrico Bianco - que o apresentou a Burle Marx -, Milton Dacosta, Vinicius de Moraes, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Ceschiatti, Manuel Bandeira entre outros.

Aos 21 anos, os amigos o apresentaram a Portinari, com quem trabalhou como assistente no Mural de São Francisco de Assis na Pampulha e aprendeu muitas lições importantes sobre desenhos e cores. Antes de pintar, planejava as cores que usaria e acredita fervorosamente que o artista tem de saber o que quer fazer. Athos não acredita em inspiração. Para ele, o que existe é o talento e muito trabalho. "Arte é cosa mentale", diz, citando Leonardo da Vinci.

A trajetória artística de Athos Bulcão é especialmente consagrada ao público em geral. Não ao que freqüenta museus e galerias, mas ao que entra acidentalmente em contato com sua obra, quando passa para ir ao trabalho, à escola ou simplesmente passeia pela cidade, impregnada pela sua obra, que "realça" o concreto da arquitetura de Brasília.

Como diria o arquiteto e amigo pessoal, João Filgueiras Lima, o Lelé, "como pensar o Teatro Nacional sem os relevos admiráveis que revestem as duas empenas do edifício, ou o espaço magnífico do salão do Itamaraty sem suas treliças coloridas?", difícil imaginar. Athos é o artista de Brasília. As obras que aqui realizou foram feitas para o convívio com a população e carregam a consideração por esta cidade e seus habitantes.

Athos Bulcão estava em tratamento contra o Mal de Parkinson desde 1991 no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília. Faleceu após uma parada cardiorespiratória no dia 31 de julho de 2008, aos 90 anos. (Fonte: Fundação Athos Bulcão)

Fomos ao CCBB Bh conferir a exposição. Da uma olhada!

Serviço:
Exposição: "100 anos de Athos Bulcão. Curadoria: Marília Panitz e André Severo. Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-BH). De de quarta-feira a segunda-feira, das 9h às 21h. Até 24 de junho. Entrada gratuita

 

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Espaços têm horários alterados e oferecem uma programação extensa e variada. Faça sua agenda

Os espaços do Circuito Liberdade estarão abertos em horários diferentes durante a Semana Santa. Confira o funcionamentos dos espaços neste feriado e veja nossa programação no site, com exposições, shows e teatro, dentre outras atrações. 

No Centro de Arte Popular – Cemig está em cartaz a exposição “Fibras Naturais e Papéis”, que une artesanato e artes plásticas. Até 6 de maio, a mostra exibe centenas de peças de arte popular executadas com fibras vegetais e papel, além de obras assinadas por artistas plásticos de renome, pioneiros na confecção e utilização desses materiais. A exposição marca a Semana do Artesão, entre 19 e 25 de março e faz parte do Programa + Artesanato, do Governo de Minas. São trabalhos de uso cotidiano como álbuns e encadernações com papéis marmorizados, cartões, caixas, cestos, bandejas, tigelas, flores, fruteiras, luminárias e outros. Os diferentes suportes permitem manifestações de caráter cultural, lúdico, decorativo e religioso, com um resultado surpreendente. 

O Museu Mineiro apresenta aquarelas e bicos de pena de Fátima Pena, que celebram os 120 anos de Belo Horizonte. São vitrines com aproximadamente 160 aquarelas originais, em formatos que variam de 4 x 4 cm a 18 x 24 cm e impressões digitais fine art em grandes formatos. Fátima Pena atua há mais de 40 anos como artista plástica e foi professora de Pintura na Escola Guignard por 26 anos. Participou de mais de 20 exposições individuais e de vários projetos coletivos, revezando na prática do desenho em bico de pena, em grafite, na aquarela, no pastel, na pintura a óleo. A curadoria e o design expográfico é de Guilherme Horta.

Ainda no Museu Mineiro, o público pode conferir a mostra "Catas Altas do Matto Dentro – Minas Geraes", da também renomada artista mineira Fátima Pinto Coelho. Assim que chega á exposição, já na entrada, o espectador é recebido por uma potente instalação, composta por um catre disposto sobre um tabuado de madeira, peças típicas do mobiliário mineiro. Nesse “ambiente doméstico”, sobre a cama, um grande volume de minério de ferro bruto. Uma vitrine exibirá um conjunto de documentos: fotos de época, a carta redigida por Pedro Nava, o catálogo da Bienal de São Paulo e uma coleção de espelhos de fechaduras. A expografia está estruturada de forma a permitir ao público presente o avanço e recuo no tempo de exploração mineral, por meio de narrativas memorialísticas das catas altas, traduzidas em uma conjugação de textos e imagens.

A Casa Fiat reúne o trabalho de Nello Nuno e Eliana Rangel na exposição “Construções Afetivas”. Com trabalhos que marcam várias fases da produção de cada um, a mostra oferece ao público a oportunidade de explorar os caminhos das invenções e das escolhas estéticas e técnicas de Nello e Eliana. A exposição, que envolveu mais de 30 colecionadores, conta com curadoria dos artistas plásticos Márcio Sampaio e Nello Rangel. 

No Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB BH, o destaque são os espetáculos teatrais. Em cartaz, “L, o Musical” traz a Belo Horizonte a artista e poeta Elisa Lucinda; “Um Pouco de Ar Por Favor”, da Cia. Pierrot Lunar, tem direção de Chico Pelúcio e “Que Venha Primavera – Páginas Tchekhovianas” é montagem de Hélio Zolini. 

Nesta quinta-feira, tem projeto Ensaio Aberto, no MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal com a banda Ménage, às 19h30, com entrada gratuita. Ainda no mesmo museu, tem a exposição Minerais do Brasil, considerada a melhor coleção e também a mais representativa quando se trata de minerais brasileiros.

Confira abaixo os horários de funcionamentos dos espaços no feriado:

Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais: Fechado de quinta a domingo. Reabre na segunda-feira das 8h às 18h.

Centro de Informação ao Visitante (prédio Rainha da Sucata): Funciona normalmente, das 9h às 18h

Hub Minas Digital (prédio Rainha da Sucata): Quinta-feira, das 9h às 21h. Fechado na sexta-feira. No sábado, das 9h às 18hs. Fechado no domingo

Espaço do Conhecimento UFMG: Funciona normalmente das 10h às 17h, com horário estendido no sábado, das 10h às 21h.

MM Gerdau - Museu das Minas e do Metal: Fechado na sexta-feira. Funciona normalmente sábado e domingo, das 12h às 18h

Memorial Minas Gerais Vale: Fechado na sexta-feira. Funciona normalmente no sábado, das 10h às 17h30 e no domingo, das 10h às 15h30.

Centro de Arte Popular - Cemig: Quinta-feira das 12h às 21h. Fecha na sexta-feira, mas funciona sábado e domingo das 12h às 19h.

BDMG Cultural: Abre normalmente todos os dias, das 10h às 18h.

Academia Mineira de Letras: Fechado. Reabre na segunda-feira, das 14h às 19h.

Museu Mineiro: Quinta-feira das 12h às 21h. Fecha na sexta-feira, mas funciona sábado e domingo das 12h às 19h.

Arquivo Público Mineiro: Não abre de quinta a domingo. Reabre na segunda-feira das 9h às 19h.

Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB BH: Abre normalmente, das 9h às 21h.

 Horizonte Sebrae – Casa da Economia Criativa: Fechado. Reabre na segunda-feira das 9h às 18h.

Cefart Liberdade: Fechado. Reabre na segunda-feira das 9h às 21h.

Casa Fiat de Cultura: Fecha na sexta-feira. Abre no sábado e domingo das 10h às 18h.

 Mais informações: 98210-3132

 

 

 

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Renovado, espaço recebe a entrega do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura com presença da escritora Conceição Evaristo

A cena cultura da capital e de toda Minas Gerais ganha mais um presente. O Teatro José Aparecido de Oliveira teve sua infraestrutura toda renovada e foi reinaugurado na noite dessa quinta (5). O espaço funciona nas instalações da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, no Circuito Liberdade. As comemorações foram encabeçadas pela presença da escritora mineira Conceição Evaristo.

Na ocasião, a autora recebeu o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura 2017 na categoria conjunto da obra e participou de um bate papo com público. O evento também contou com a participação da escritora gaúcha Ana Cláudia Costa dos Santos, vencedora do prêmio na categoria poesia, com o trabalho “Fabulário”. Performances literárias do grupo Preta Poeta, formado por jovens mulheres negras, emocionaram o público com leituras de trechos da obra de Conceição Evaristo.

Com patrocínio da Copasa, o teatro passou por uma série de melhorias para atender melhor público e artistas. Entre elas destacam-se a renovação integral do sistema de ar-condicionado, iluminação e sonorização novas, a inclusão de carpete não-inflamável, reforma integral dos camarins, melhorias no piso e em toda a acústica do local. A plateia agora conta com cadeiras acessíveis a todos os públicos. Inaugurado em 2004, no ano do cinquentenário da Biblioteca, o Teatro José Aparecido de Oliveira recebeu, ao longo desses 14 anos de existência, mais de 100 mil pessoas. Abrigou centenas de espetáculos, shows e outras manifestações artísticas.

O secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, enalteceu a importância do Teatro José Aparecido de Oliveira para a vida cultural dos mineiros. “O teatro da biblioteca unifica as expressões artísticas que fazem parte deste equipamento cultural. Este é um momento muito gratificante, pois vemos a sala revitalizada com todos seus recursos aprimorados a fim de que ela continue a desempenhar seu papel essencial na vida atividade cultural do estado”, pontuou Angelo. O secretário de Cultura ainda acrescentou que a Biblioteca Pública Estadual é um dos equipamentos culturais mais visitados do estado, o que demonstra a relevância que ela tem para a população. “Estamos chegando a quase 400 mil usuários por ano. Temos leitores de todos as idades e vertentes que visitam o local, começando pela biblioteca infantojuvenil, que está sempre repleta de crianças, passando pelo setor braile, que possui um número expressivo de usuários”, explicou Angelo.

Para o superintendente de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário, Lucas Guimaraens, a convergência de diversas artes em uma biblioteca pública é uma tendência no mundo contemporâneo. “Uma biblioteca pública não pode mais ser concebida como repositório de livros e memórias apenas. A biblioteca tende, no mundo ocidental, a se tornar um local de convívio e de transversalidades artísticas, culturais e sociais. Assim, a reinauguração desse teatro permite que a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais tenha o uso de seu espaço ampliado para todas as expressões da sociedade”, pontua Lucas.

A importância do teatro se confunde com a figura que empresta o nome ao espaço. José Aparecido de Oliveira foi um importante político mineiro e teve papel destacado no campo cultural quando se tornou ministro da cultura no governo de transição da ditadura para a democracia, de 1985 a 1988. Nascido em Conceição do Mato Dentro, José foi um dos fundadores da comunidade dos países de língua portuguesa, secretário particular de Jânio Quadros e o primeiro secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais.

Também estiveram presentes durante a cerimônia de reinauguração do teatro a presidente da Copasa, Sinara Meireles, e o presidente SABE, José de Alencar Mayrink.

Prêmio Minas Gerais de Literatura 2017

Uma das principais premiações do gênero no país, o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura 2017, da Secretaria de Estado de Cultura, colocou ainda mais em voga a voz da mulher na literatura brasileira. Pela primeira vez desde que foi criado, o prêmio contemplou apenas mulheres em todas as suas categorias. A mineira Conceição Evaristo, nascida no morro do Pindura Saia, em Belo Horizonte, foi a grande vencedora da edição, que de forma inédita contemplou uma escritora negra na categoria Conjunto da Obra. Autora de uma obra extensa, que inclui prosa e poesia, a belo-horizontina também ficou conhecida pela importância e densidade de seus romances, como “Ponciá Vicêncio” (2003) e “Becos da Memória (2006)”, que trata da complexidade humana e dos sentimentos de quem sofre com o preconceito, a fome e a miséria. Para a escritora, ter sido premiado em seu estado é motivo de orgulho e reconciliação com suas raízes.


“Foi uma surpresa muito grande ter sido contemplado com este prêmio. A minha sensação é de que Minas está se reconciliado comigo e eu me reconciliado com Minas. Me mudei do estado em 1973 para tentar a vida dando aula. Saí daqui com muita dor, deixando família, amigos e fui construir minha vida profissional no Rio de Janeiro. Ter esse reconhecimento em casa é muito especial. É como se Minas me acolhesse novamente”, disse a escritora. Conceição também tratou do componente social que está por trás de uma mulher negra ser reconhecida pela qualidade de sua literatura e atividade intelectual. “Se existe uma Conceição Evaristo, existem outras mulheres negras que estão escrevendo. Temos que criar o imaginário que as mulheres negras produzem escritas, são intelectuais, pensam. Quero que este meu prêmio e a minha visibilidade sirvam para quebramos a visão cruel que existe a respeito das mulheres negras, que sempre são retratadas com subalternidade”, explicou Conceição.

Na categoria Poesia, a obra vencedora foi “Fabulário”, da gaúcha Ana Cláudia Costa dos Santos, que também esteve presente ao evento. A escritora, que saiu de Porto Alegre e veio prestigiar a cerimônia na capital mineira, enalteceu a representatividade do prêmio. “Este é o primeiro reconhecimento que recebo por uma obra pronta e inédita. Estou muito feliz, não acreditei quando me comunicaram. Já tinha me inscrito nesta premiação e sempre me pareceu muito difícil ganhar. Esse prêmio traz uma visibilidade muito grande por ser representativo no cenário nacional”, comentou a poeta.

Também foram contempladas a escritora Marana Borges, que venceu na categoria Ficção (Romance) com a obra “Mobiliário para uma fuga em março”. A Jovem Escritora desta edição é Sara Abreu Pinheiro e Silva, que venceu com o projeto “Membro Fantasma”. Na categoria Jovem Escritor, a Comissão Julgadora decidiu também dar menção honrosa para “A Casa dos Amores Loucos”, de autoria de Giovanna Ferreira Silva.

O Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura tem como objetivo divulgar a literatura brasileira, reconhecendo grandes nomes nacionais e abrindo espaço para os jovens escritores mineiros. O edital distribui R$ 258 mil em quatro categorias: Poesia (R$ 30 mil); Ficção (R$ 30 mil); Conjunto da obra (R$ 150 mil); e Jovem Escritor Mineiro (R$ 48 mil).

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A mostra “Fibras Naturais e Papéis” reúne peças de uso cotidiano em suportes surpreendentes

 O Centro de Arte Popular - Cemig exibe, até 6 de maio, a mostra “Fibras Naturais e Papéis”, que reúne centenas de peças de arte popular executadas com fibras vegetais e papel, além de obras assinadas por artistas plásticos de renome, pioneiros na confecção e utilização desses materiais. A exposição marca a Semana do Artesão, entre 19 e 25 de março.

São trabalhos de uso cotidiano como álbuns e encadernações com papéis marmorizados, cartões, caixas, cestos, bandejas, tigelas, flores, fruteiras, luminárias e outros. Os diferentes suportes permitem manifestações de caráter cultural, lúdico, decorativo e religioso, com um resultado surpreendente.

Um dos destaques é a obra da professora Marlene Trindade, responsável pela implantação da oficina experimental do papel artesanal no curso de Belas-Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Experiência que originou a disciplina obrigatória Artes da Fibra. A mostra conta, ainda, com um conjunto de totens Bakurus – Tradição Lunda Kioko – Etnia Bantu, produzidos com o apoio da Associação Cultural Lunda Kioko.

“A exposição tem grande relevância e significado por unir o artesão e o artista plástico, que também utiliza dessas matérias-primas para compor seus trabalhos”, afirma o diretor do Centro de Arte Popular, Tadeu Bandeira. Além disso, estão representados também nesta mostra os artistas artesãos, que confeccionam seus próprios papéis artesanais para produzirem suas obras. Bandeira destaca, dentre eles, os artistas Mário Azevedo, Vera Queiroz e Joice Saturnino”. 

A mostra tem entrada gratuita.

Confira o vídeo que fizemos da exposição.

Serviço

Exposição “Fibras Naturais e Papéis”. Centro de Arte Popular – Cemig. Endereço: Rua Gonçalves Dias 1608, Funcionários, Belo Horizonte-MG.

Horário de funcionamento do museu: 3ª, 4ª e 6ª – das 10 h às 19h

5ª – de 12h às 21h. Sábado e domingo – de 12h às 19h. Outras informações: (31) 3222-3231

 

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Programação

  • Observatório

    Observatório do Circuito Liberdade é espaço permanente de debates

    O Circuito Liberdade, sob a gestão do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG), mantém um fórum permanente de escuta da sociedade: o Observatório do Circuito Liberdade. Neste espaço, buscamos o diálogo com as universidades, movimentos sociais e coletivos de cultura, para que governo e sociedade possam pensar juntos em soluções para as políticas de Cultura de Minas Gerais.

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  • Centro de Informação ao Visitante

    Prédio do Rainha da Sucata abriga o CIV e Hub Minas Digital

    O prédio do Rainha da Sucata abriga o Centro de Informação ao Visitante (CIV) do Circuito Liberdade e o Hub Minas Digital, projeto da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes). O CIV tem uma equipe que dispõe de todas as informações sobre o funcionamento e a programação dos espaços do Circuito Liberdade. Os atendentes prestam informações turísticas também sobre Belo Horizonte e Minas Gerais. O Hub Minas Digital é um espaço de coworking que oferece infraestrutura moderna, estações de trabalho, ambiente para cursos, workshops, mentorias, área de convivência e conexão com o ecossistema de inovação mineiro.

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  • Ações em rede: em busca de soluções compartilhadas

    Articular ações em rede é um dos desafios permanentes do Circuito Liberdade. Tendo como ponto de partida a política estadual de cultura, a equipe do Circuito realiza projetos coletivos, que envolvem os diversos equipamentos culturais do complexo.

    O objetivo deste trabalho é ampliar os resultados das atividades e envolver novos grupos no desenvolvimento dos eventos. Em rede, as ações múltiplas e diversificadas alcançam um público maior, potencializam recursos e habilidades e também propiciam o aprendizado e o compartilhamento de soluções.

    Esta concepção, a partir de uma ótica de cooperação, é inerente ao projeto do Circuito Liberdade, que, sob a gestão do Iepha-MG, se articula com o espaço urbano e os grupos artísticos e populares da capital e do estado de Minas Gerais.

    As ações em rede do Circuito Liberdade são executadas incluindo, além de todos os espaços do projeto, diversos parceiros institucionais públicos e privados.

    Atualmente são realizadas as seguintes ações em rede: Natal, Circuito das Letras, Museomix e Concurso no Instagram.

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  • Indicadores e Pesquisa de Público do Circuito

    Desde a sua inauguração em 2010, o número de visitantes recebido pelo Circuito Liberdade é coletado mensalmente, conferindo-nos a dimensão quantitativa do público atendido pelos nossos espaços culturais.

    Complementando esse importante indicador, realizamos desde 2016 a Pesquisa de Público do Circuito Liberdade, que permite a coleta de outras informações relevantes para a gestão, como a satisfação dos visitantes e o perfil do público, com vistas a melhorar os serviços culturais que oferecemos à população de Belo Horizonte e aos turistas.

    A Pesquisa de Público 2017 do Circuito Liberdade foi realizada em parceria com o curso de turismo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que deverá se repetir em 2018.

    Objetivo geral

    • Identificar o perfil do usuário do Circuito Liberdade e a qualidade da infraestrutura e dos serviços prestados pelos espaços.

    Objetivos específicos

    • Identificar as características básicas e as motivações do visitante e demais usuários do Circuito Liberdade;

    • Identificar e diferenciar o perfil e as demandas dos turistas ao Circuito Liberdade;

    • Identificar as condições de recebimento dos usuários do Circuito Liberdade;

    • Avaliar a satisfação dos usuários com relação aos espaços do Circuito Liberdade;

    • Avaliar o conhecimento dos usuários dos espaços culturais em relação ao projeto Circuito Liberdade.

    Contribua também com os nossos indicadores, respondendo o seguinte formulário: http://bit.ly/2D4HQZp

Parceiros

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