Público tem mais um fim de semana para visitar o Palácio da Liberdade ainda este ano

Visitantes da capital, do interior e estrangeiros são recebidos pela equipe do programa educativo e têm acesso ao acervo do edifício e aos jardins

Este será o último final de semana do ano para visitar o Palácio da Liberdade, que foi reaberto ao público no dia 08 de dezembro, com novos projetos museográfico e educativo. Desde então, o espaço já acolheu mais de 1.500 pessoas, que puderam conhecer a área interna e os jardins da primeira e mais simbólica edificação do Circuito Liberdade.

A reabertura foi o resultado de um trabalho conduzido pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) em parceria com a Associação Pró-Cultura e Promoção das Artes (APPA) e projeto museográfico da Equipe B Arquitetura, Design e Multimídias.

Para receber os visitantes, uma equipe de 12 integrantes foi composta com estudantes de arquitetura, museologia, história, turismo, artes cênicas, biologia e psicologia. Eles foram treinados para conduzir as visitas junto às crianças, jovens e adultos que passam pelo local.

O projeto museográfico implementado no Palácio baseia-se em duas linhas narrativas. A primeira trata do espaço físico, evidenciando a arquitetura eclética e seus detalhes ornamentais; os painéis e elementos decorativos realizados por Frederico Steckel e Antônio Parreiras; a técnica aprimorada do piso em parquet; a suntuosidade da escadaria em art-noveau, os móveis em estilo Luís XV e XVI; os remanescentes dos jardins originais - como o orquidário, o quiosque, o lago e o estatuário.

A segunda linha narrativa aborda o espaço de representação política, onde não apenas se executa a política, mas onde ela é simbolizada, projetada, absorvida, contestada e problematizada. Afinal, a edificação nasceu como símbolo de um “novo” estado de Minas Gerais, assentado sobre conceitos como modernidade e república e os consequentes desdobramentos, afirmações e rejeições desta representação ao longo do tempo.

O acesso do público ao Palácio da Liberdade é permitido somente com hora marcada, nos finais de semana, e o número de pessoas por grupo é limitado. A visita interna tem a duração estimada de uma hora, com grupos agendados de 30 em 30 minutos. A visitação acontece aos sábados e domingos, das 9h às 15h.

Já as visitas escolares são feitas durante a semana mediante agendamento e ocorrem em duas etapas, tendo início com uma formação dos educadores e em seguida a realização da visitação. O programa tem capacidade de atendimento para quatro turmas, nos seguintes horários: 8h às 10h10; 8h30 às 10h40; 14h às 16h10 e das 14h30 às 16h40.

Todas as inscrições e agendamentos devem ser feitos online AQUI e são gratuitos. Pessoas que não seguirem esse procedimento online e se apresentarem na portaria, caso tenham interesse na visita interna, terão sua visita condicionada às vagas disponíveis. Os contatos para escolas e visitantes são Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e (31) 3224-1919 - Ramal 32 (terças e quartas-feiras, das 9h às 12h ou das 14h às 17h).

História do Palácio                                                            

No dia 07 de setembro de 1895, foi realizada a solenidade de lançamento da pedra fundamental do Palácio da Liberdade, na época denominado Palácio Presidencial. O edifício representou o poder centralizado do Estado, tendo um destaque significativo no projeto de construção da nova capital.

Inaugurado em 1898, o Palácio era também a residência oficial do governador. As atividades administrativas desenvolvidas no local conviveram com o uso doméstico e familiar de parte do edifício desde os primeiros anos.

Entre 1900 e 1913, obras de revestimento, ornamentação e decoração foram concluídas, bem como o paisagismo do jardim, projetado por Paul Villon. Nos anos de 1920, reformas internas foram apreendidas no edifício, em função da visita dos reis belgas à cidade. Na mesma década, o painel central do salão de honra, executado por Belmiro Braga, foi substituído pelas pinturas de Antônio Parreiras - que retratam o deus Apolo e as representações femininas das artes.

Em 1968, as grades foram instaladas ao redor do Palácio e, em 1975, a edificação foi tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). Dois anos depois, por ação do mesmo Instituto, foi realizado o tombamento do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Praça da Liberdade.

No ano de 2010, foi criado o Circuito Cultural da Praça da Liberdade, hoje chamado de Circuito Liberdade. Atualmente, o Circuito é coordenado pelo Iepha-MG e reúne 16 espaços culturais diversos, expandindo-se do entorno da Praça da Liberdade para outros lugares dessa região de Belo Horizonte.

O Palácio da Liberdade, por sua vez, retomou, a partir de 2015, seu uso original como gabinete do governador. Considerado uma referência cultural para a história e memória coletiva, o Palácio permanece como testemunho do passar dos anos. Refletir sobre o que ele representou e ainda representa é um caminho para a compreensão do modo como as pessoas significam e/ou ressignificam o território que habitam.

Serviço

Visitação aos sábados e domingos - das 9h às 15h.

A visita interna tem a duração estimada de 1 hora, com grupos compostos de 25 pessoas agendados de 30 em 30 minutos. Todas as inscrições e agendamentos são gratuitos e devem ser feitos online AQUI. Pessoas que fnão fizeram o agendamento online e se apresentarem na portaria, caso tenham interesse na visita interna, terão entrada condicionada às vagas disponíveis.

Contatos para maiores informações:

Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
(31) 3224-1919 - Ramal 32 (terças e quarta-feiras, das 9h às 12h ou das 14h às 17h).

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